Haikai em Technicolor

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Ainda sobre as margaridas da crônica de ontem:
O “Haikai em Technicolor” de hoje remete à lição dessa efêmera flor.
As margaridas que encontrei foram replantadas, é óbvio.
E quanto à nós?
Novas sementes foram lançadas nos jardins da infância.
Fomos semente.
Hoje somos um constante desabrochar.
E o universo vai arrancando nossas pétalas uma a uma, bem me quer, mal me quer…
Contemplemo-nos, enquanto é tempo.
Plenos, enquanto o somos.

Abraços metafísicos,

Bruno Félix

PS: Para quem ainda não conhece a série “Haikais em Technicolor”, há um álbum na página do FACEBOOK (aproveite e dê um like!) e uma galeria aqui no blog em POESIA DIVERSA. Enjoy!

 

Por que gosto de Haikais

A delicadeza da construção, o minimalismo silábico que precisa fundamentalmente expressar um estado natural à maneira de uma pintura ou fotografia. São características do Haikai que me encantam, como se desafiassem o poeta ocidental a um duelo samurai ou a um ritual do chá.

Ontem escrevi dois Haikais que, muito embora desafiem o propósito original da arte (o retrato instantâneo da natureza), trazem um turbilhão (a meu ver) de significância.

No primeiro, a desconstrução da palavra no segundo verso, leva a uma reconstrução em duplo significado no último:

#Haicai ou #haikai? #Dor ou #doação? Perder ou perdoar? #poema #minimalismo

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Já no segundo Haikai, a imagem acústica formada em nosso cérebro pelo emprego da palavra “sonho”, é reconstruída nos versos seguintes.

#Haikai novamente. Meio "blue": sobre #sonhos e cimento. #poesia #maquinadeescrever #poema

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Em meu livro de poesias (LINK), há um pequeno capítulo dedicado à arte do Haikai.

Espero que tenham gostado o tanto quanto eu (pai coruja)!

Abraços,

Bruno Félix