Soneto Místico

maxresdefaultMergulha na luz que vem do Oriente
Emerge na terra que te produziu
Flutua na água, domina a corrente
Reflete no fogo a centelha anil

Encontra a magia que anima o ser
Lapida essa pedra, tal nobre artesão
Deita-te em núpcias, sagrado prazer
Revive em carne, amor, comunhão

Dentro do espelho há mais que um portal
Servindo ao mundo descobrirás
O domínio da vida através do amor

E verás que a Cruz não é só do Senhor
Saberás da balança, do bem e do mal
E no teu coração abrirá uma flor

Blues e Poesia na 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Sábado, dia 18, participarei novamente da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Nessa edição, representarei minha cidade ao lado dos Acadêmicos da APC, na qualidade de Membro Honorário. Em nossa mesa, pretendo contar um pouco da história do blues e como esse gênero musical influenciou não só minha música, mas também minha escrita. Alguns poemas d’O Busto de Adão serão recitados, sublinhados e/ou intercalados por clássicos do blues de Robert Johnson (sim, vou levar um violão para a Feira do Livro!). Ah, atualizei a AGENDA, mas fiquem de olho, semana que vem tem mais novidades musicais!

Clique no link abaixo para acessar a programação completa do evento!

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Abraços, e até lá!

Joana – O Minuto do Orvalho

Hoje recebi um exemplar do 2º Anuário da Nova Poesia Brasileira, onde, conforme eu disse aqui anteriormente, o poema que escrevi para minha filha Joana em agosto de 2015 foi publicado. Além da satisfação, da sensação de dever cumprido, recebi uma dose extra de combustível: o Certificado de Qualidade Literária, com direito à medalha!

Quero nesse post expressar minha gratidão à Literaria Academiae Lima Barreto/RJ e à Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Ah, agradecimentos ultra especiais à minha filhota Joana, por me inspirar a escrever o singelo poema!

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Morrer de amor

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Se for para eu morrer de amor
Quero morrer de morte bem lenta
Mas que seja assim, violenta
Quiçá considerada brutal

Uma morte de amor sobrenatural
Mas que demore uma eternidade
De agonia, sem piedade
De orgia, de suplício transarino

E se para eu morrer de amor
Tiver mesmo que aparecer sangue
Quero que seja (não se zangue)
Tipo assim, um filme de Tarantino.

Soneto de devoção

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O amor que te devoto
É quase sempre um desatino
Com pureza de garoto
E um fogo libertino

Tem tempero mexicano
E um toque clandestino
Maturado ano a ano
Fermentado em bom tanino

Tipo um predador que ronda
Tipo a fé de um palestino
Certo como mar e onda

Certo como o meu destino
Minha vida é uma milonga
Tu, meu tango argentino