A ex-mulher do Rei

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Vou-me embora de Pasárgada
Disse um dia a mulher do Rei
Serei a mulher que eu quero
Na vida que escolherei
Vou-me embora de Pasárgada

Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Aqui todos querem uma aventura
De tal modo inconsequente
Que nem seu fosse presidente
Ou Rainha falsa e demente
Minha vida seria dura
Dura vida que nunca tive

E nunca farei ginástica
Andarei de bicicleta
Só para espairecer
Acordarei tarde, ou cedo
Tomarei banhos de mar!
E não vou viver preocupada
Com o que é belo ou feio
Se bebo vodca ou água
Ou se o corpo não é esguio
Se há rugas ou maquiagens
Não quero me preocupar
Vou-me embora de Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
Por isso falta emoção
Ergueram aqui um muro
Em torno da perfeição
Tem tecnologia de ponta
Para a gente se drogar
Tem todos prazeres possíveis
Para a gente se perder

E aqui ninguém fica triste
Mas a tristeza não é um defeito!
Pode até ser um belo jeito
Da gente se encontrar…
— Aqui abandono o rei —
Serei a mulher que eu quero
Na vida que escolherei
Vou-me embora de Pasárgada.

 

3 pensamentos sobre “A ex-mulher do Rei

  1. Pingback: Saramboke | Elizeu Moreira Paranaguá | Bibliotecária Leitora

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