Haikai Novamente

Não resisti. Não sei se foi por reler Paulo Leminski essa semana, ou se foi pelas últimas postagens minhas sobre Haikai, me flagrei hoje “namorando” uma das páginas que mais gosto de meu próprio livro.

Deu até vontade de propor aqui um jogo, de cada um relatar a própria interpretação desses dois Haikais que dialogam não só com os respectivos títulos, mas também com as ilustrações de Arthur Pádua, que têm o poder de levar o leitor por um caminho que o poeta talvez não tenha pretendido. Alguém arrisca um palpite? Depois eu conto o que eu senti (e pretendi) ao escrever cada verso.

Ah, quem quiser um exemplar do livro, pode clicar AQUI.

Abraços poéticos,

Bruno Félix

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Por que gosto de Haikais

A delicadeza da construção, o minimalismo silábico que precisa fundamentalmente expressar um estado natural à maneira de uma pintura ou fotografia. São características do Haikai que me encantam, como se desafiassem o poeta ocidental a um duelo samurai ou a um ritual do chá.

Ontem escrevi dois Haikais que, muito embora desafiem o propósito original da arte (o retrato instantâneo da natureza), trazem um turbilhão (a meu ver) de significância.

No primeiro, a desconstrução da palavra no segundo verso, leva a uma reconstrução em duplo significado no último:

#Haicai ou #haikai? #Dor ou #doação? Perder ou perdoar? #poema #minimalismo

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Já no segundo Haikai, a imagem acústica formada em nosso cérebro pelo emprego da palavra “sonho”, é reconstruída nos versos seguintes.

#Haikai novamente. Meio "blue": sobre #sonhos e cimento. #poesia #maquinadeescrever #poema

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Em meu livro de poesias (LINK), há um pequeno capítulo dedicado à arte do Haikai.

Espero que tenham gostado o tanto quanto eu (pai coruja)!

Abraços,

Bruno Félix