Poços é Jazz Festival

Começa essa semana o Poços é Jazz Festival, em Poços de Caldas/MG. Trata-se de um projeto inovador, organizado pela GSC Eventos que promete uma mistura  de Jazz e Literatura, duas das principais características culturais da cidade de Poços de Caldas. Clique no Banner acima para conhecer a programação completa, que é INCRÍVEL! Haverá o “Toque mais Baixo”, encontro de baixistas, shows variados, exposição de livros e discos e um grande espetáculo no Teatro Benigno Gaiga com a Mafiosa Jazz Band.

No evento, participarei de um bate papo literário sobre Blues, Jazz e Poesia com o escritor Luiz Biajoni. Tal mesa será apresentada dia 02/07, a partir das 15:30 no Museu Histórico Geográfico (ao lado da Urca).

Na mesma data, farei um show aberto com os Voodoo Kings (sim, estou de volta aos palcos!) às 19:00 no Bar Taberna Old Time (área externa da Urca). No set list, blues de todas vertentes, de Robert Johnson a Stevie Ray Vaughan e claro, músicas autorais. Ah, aproveitaremos a noite para apresentar o “Blues de Cada Esquina“, que já ganhou melodia!

Dia 03/07, Bruno Felix & Voodoo Kings em mais um show aberto no mesmo local, às 14:00.

 A programação completa e informações sobre ingressos e hospedagem você encontra no site www.pocosejazz.com.br/

Curta e acompanhe as novidades também pelo Facebook: www.facebook.com/pocosejazzfestival

Um abraço, nos vemos lá!

PS: Não se esqueçam de levar agasalhos!!!

CARTAZ BRUNO FELIX - odificado 01

 

Poker Face: O Rio, A Vida e o Ventilador.

É chegada a fatídica hora
De jogar tudo no ventilador
De colocar as cartas na mesa
A hora é sempre, é quando, é agora.
E o que a vida me deu?
Heróis.
Na mão, um par de ases
Diamante e Coração
A ansiedade agora corrói.
Mas a vida, ah, a vida
Logo no flop me fez iludir
Mostrou-me Valete, Rei e Rainha
Heróis
Espada, Coração e Diamante
Fizaram-me feliz o semblante
Não soube jogar.
Eu teria ao final um flush?
Hush, hush…
hush hush somebody’s calling my name
O amanhã trouxe
Sombrio turn
Now I’m not the same…
Mas a vida, me deu esperanças
Me deu coragem
E falsas lembranças
O Rei mente,
A Dama finge
Mas eu tenho meu par de ases
E a vida quis dar-me asas.
Decifra, ou sucumbe à esfinge!
Joga!
Joga alto!
Aposta teu sonho
Tuas escolhas
Não te encolhas
Sonha, joga, vive!
E joguei.
Com todas as forças, joguei.
E agora, o Rio se abre
Vim até aqui cantando:
Take me to the river
And wash me down
Mas no rio, amigos,
Não há Ases:
Há Valete de Paus.
Não fiz o meu jogo
E o mundo sorri.
É chegado o fatídico dia.
Eu caminhava sob um sol frio
Na mente, toda a poesia
Que agora transcrevo.
Não há mais fichas.
Já não acredito no Rei
Que Dama e Valete finjam
De minha parte, não fingirei
Não mais pedirei que alguém jogue
É hora de me levantar
Sacudir o smoking
Com a dignidade de um bom perdedor.
Hei de sair por onde entrei.
Passarei de cabeça erguida sem fitar o guichê
Na saída pretendo apenas tirar as mãos suadas dos bolsos
E descansar um minuto
Embaixo do ventilador.

7

Blues e Poesia na 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto

Sábado, dia 18, participarei novamente da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Nessa edição, representarei minha cidade ao lado dos Acadêmicos da APC, na qualidade de Membro Honorário. Em nossa mesa, pretendo contar um pouco da história do blues e como esse gênero musical influenciou não só minha música, mas também minha escrita. Alguns poemas d’O Busto de Adão serão recitados, sublinhados e/ou intercalados por clássicos do blues de Robert Johnson (sim, vou levar um violão para a Feira do Livro!). Ah, atualizei a AGENDA, mas fiquem de olho, semana que vem tem mais novidades musicais!

Clique no link abaixo para acessar a programação completa do evento!

WP_20160614_09_23_24_Pro

Abraços, e até lá!