Filosofando: à direita do Pai.

Meu nome é Bruno e garanto que, assim como o inferno está cheio de boas intenções, à direita do Pai certamente há toda sorte de inventores e artistas, o que demanda uma vastidão de cadeiras (quisera eu que esta fosse a prova do infinito conceitual) para que os mesmos tomem confortável assento eterno.
Imagino que ali (agora adentro o ramo das suposições), algum querubim já tenho posto a harpa de lado ao ouvir Bach e Mozart em pleno embate melódico com Hendrix e Stevie Vaughan, em um sarau onde BB King, T-Bone, Chester Burnett e outros parecem desatentos ao tema, porquanto questionam Rev. Gary Davis acerca das possibilidades jurídicas de trazerem Robert Johnson às mesmas cadeiras.
Percorrendo o amplo (infinito?) salão, e claro, ainda à direta do Pai, verifica-se que certamente o Filho não precisou operar nenhuma transmutação de líquidos. Isso porquê há séculos já tomaram assento os inventores do vinho e da cerveja.
E tudo segue de bom a melhor, pois quem inventou o ar condicionado também já deve ter sua cadeira em bom lugar.

 

 

 

 

 

 

 

2 pensamentos sobre “Filosofando: à direita do Pai.

  1. Olá! Vim retribuir a visita ao meu blog e fui muito positivamente surpreendido pelo que encontrei aqui. Adorei esse texto. E seguindo infovias abaixo, encontrei muita coisa que ainda quero ler, com o vagar necessário. Inclusive sonetos (essas coisas raras que vez em quando ainda aparecem nas mãos de uns e outros poetas atemporais — ou anacrônicos…)!!!

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