Um método simples e infalível que te transformará em um moderno (e incompreendido) poeta em minutos!

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Fui surpreendido recentemente por um movimento artístico do início do século XX e que havia passado tanto tempo despercebido em minha vida…

Trata-se do Dadaísmo, ou Movimento Dadá, inciado em Zurique… mas isso é história, deixo para quem muito se interessar fazer um estudo mais aprofundado por conta própria, de modo que esse post não fique demasiado extenso.

Como eu dizia, recebi as seguintes instruções ensinadas pelo pioneiro Tristan Tzara, ao que resolvi prontamente experimentar para checar o resultado estético. Note que a colagem acima é majoritariamente composta de adornos que julguei necessários dada a psicodelia do texto formado, que transcrevo para que fique evidente o notável conteúdo que se formou para minha surpresa. Antes, deixo o tutorial do dadaísmo para quem quiser se aventurar por essas veredas:

  • Pegue um jornal.
  • Pegue a tesoura.
  • Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
  • Recorte o artigo.
  • Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
  • Agite suavemente.
  • Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
  • Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
  • O poema se parecerá com você.
  • E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

Agora, segue a transcrição. Note que, apesar da loucura, este poema se mostrou rico em sentido, com versos por vezes emblemáticos, e de muita sabedoria. Coincidência? Continuo acreditando que não existem coincidências…

De Beleza

As moças roliças biologia evolutiva

independentemente de como diriam que parece

nos ajuda, ne sais quoi, no terreno feliz,

simetria. tornarmos mais deleitosa.

nem sem até mesmo e da sociada

entender por que o aspecto bonito. essa percepção de uma flor, muito comum,

a reunião proporções   Há, de fato, a beleza sublimes,

Uma forma debruça verdadeiros, harmonia e uma obra de arte – existencial

gosto ou visão do vago se conecta nos aspectos evidentes de inteligência a outros agradáveis

questão de idealmente estar com unidade,

De acordo com o mais É preciso de uma pessoa, ou conhecimento sobre tudo da vida

Mas, os franceses, ainda que, a experiência sempre ao que há de filosófico

estudo das definições e não – oque conceitos portanto, concreta – sensível.

algo é menos mais apenas intuir que ultrapassa beleza inclusive, da metafísica.

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